A Rosa e os Bombons

Às vezes as coisas não andam bem, outras vezes não andam nada bem.

O cansaço, a luta constante por resolver os problemas, a solidão que se acumula com a vida ordinária de todos os dias, o comudismo e o individualismo que se torna corriqueiro e a vida passa a sufocar.

Passamos a caminhar sós com o peso do que carregamos agora e para ajudar desarrumamos o passado, aumentamos o peso.

Não é falta de amor intelectual, é falta de amor físico, daquele toque especialmente carinhoso, daquele beijo apaixonado e não rápido, daquele aconchego nuns braços que já nos transmitiram um verdadeiro conforto. Onde está o teu cheiro?

O meu filho vem abraça-me constantemente, beija-me só porque sim, diz sempre que me ama e eu pergunto-te porque não aprendes com ele?

O tempo vai passando e eu faço cada vez mais perguntas. Faço-te cada vez mais perguntas e não sei das tuas respostas mas tantas vezes me faço as mesmas perguntas que acabo por não conseguir fugir das respostas que me metem medo.

Um dia desisti da inércia. Depois de tantas vezes ter ameaçado passei á acção, estipulei datas, condições e informei-te da decisão final sem lágrimas de mágoa, com um sentimento de frustração tão grande que esvaziou o meu coração. 

Fim de um sonho, não por fim de amor mas por falta da tua capacidade para lutares pelo que dizias que querias e amavas. Fim por quase tudo mas acima de tudo fim por solidão.
                                                                             
Neste tempo de grandes mudanças em todaa minha vida esta era mais uma, mas depois apareces-te no meu trabalho a realizar um pequeno sonho que sempre tive e fiquei.
Deixei-me vender por uma rosa porque te amo, mas... Será que??? Por quanto tempo??? 

Sabes, eu quero que seja para sempre e sei que queres o mesmo que eu mas não sei se, sozinho, terás força e capacidade para me reconstruires. 

Amo-te e nunca deixarei de o fazer, só não sei viver SÓ!!!

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